21 de abr de 2008

DEVANEIOS - E assim tudo começou - SEXTO DIA



- Acordei disposta, após uma noite bem dormida. Tomamos café e resolvi limpar o andar de cima da casa. O dia estava bem quente, quando terminei a limpeza o suor escorria por todo meu corpo. Tomei banho. Estava ainda trocando de roupa quando me chamaram. Tinha visita. Desci, comprimentei-o e subi novamente para terminar de me arrumar. Meu coração palpitou. Ainda estava no andar superior quando ele saiu para resolver um problema avisando que voltaria.

Esperamos a tarde toda - ele só apareceu por volta das seis da tarde. Conversamos. Tínhamos combinado para sair, porém ele tava meio indeciso, dizendo que não queria me magoar. Pedi explicações melhores... melhor saber do que ficar na dúvida. Diz a máxima que conversando a gente se entende.
Explicou dizendo que tinha saído de um relacionamento com sua ex-esposa e com sua atual namorada; que não estava querendo um relacionamento sério no momento; que estava confuso. Coisas de homem (mentirinhas que sempre contam para se fazerem de vítimas).

- O que eu faço com a minha liberdade não é assim? - falei.
- Entendo o que você sente. De repente a pessoa se ver livre e não sabe o que fazer com sua liberdade.


E continuei falando para lhe tranqüilizar:
Que não se preocupasse.
Que não estava procurando e não estava preparada para assumir nenhum relacionamento sério.
Que estava há muito tempo sozinha e que gostaria de conservar minha liberdade e minha individualidade.
Que queria continuar dormindo ou acordando na hora que desejasse, almoçando ou deixando de almoçar quando quisesse, sem me preocupar em está agradando ou deixando de agradar uma outra pessoa.
Que necessitava arrumar alguém para sair, conversar, namorar; com quem pudesse compartilhar minhas ansiedades e necessidades (até as sexuais, porque não?).
Se possível, quando encontrasse este alguém, gostaria até morar em casa separada.
Que podia até mudar de pensamento no futuro, porém no momento, é assim que pensava.

Ele me olhou profundamente e acredito - que ficou mais tranqüilo.
Saiu e foi em casa trocar de roupa. Retornou por volta das vinte horas.
Pela primeira vez dirigiu devagar. Conversamos e brincamos como sempre.
Fomos à feira de São Cristóvão - um complexo situado no centro da cidade, onde é mostrada toda cultura do nordeste.
Jantamos feijão tropeiro com carne seca e tomamos refrigerante. Assistimos ao show de repentistas.

Saímos dali.
Esta seria minha grande noite (de gala ou de amor). Chegamos ao motel. A suíte era lindamente decorada, com hidromassagem e piscina.
Tudo foi divino e maravilhoso. Tomamos banho de piscina, de hidro, nos amamos com toda paixão, pois estávamos ávidos por fazer amor.
Estava ótimo. Beijou meus seios. Deu um chupão em um que ficou uma bola de sangue. No outro, o danado deu 2 chupões, fazendo 2 bolas de sangue. Doeu pra chuchu.
Mas, carinhosamente, ele os beijava e pedia desculpas. Achava meus seios lindos.
Brinco muito com ele. Sinto-me como uma colegial. Deixo meu lado criança desabrochar. Ele gosta disso.
Na cama diz que gostaria de me dar um presente íntimo, se eu não ficaria chateada. Disse-me que seria um lingerie. Explique-lhe que tinha problema de alergia e que não precisava me presentear. Que não gostaria de lhe explorar. Queria lhe explorar só em uma coisa.
- Sabe qual é? - Perguntei.
- Sim - respondeu.
- Então fala para eu saber se nossos pensamentos estão sintonizados - lhe pedi.
- Relutou um pouco - É “AMOR” - respondeu.


Achei lindo. Era isto mesmo que estava pensando. Que bom nossa sintonia.Sei que são coisas de mulheres (bobas, românticas, carentes).

Então lhe mostrei sempre falando e beijando - os locais do seu corpo que eu queria explorar.
Foi divino. Nossa sintonia estava maravilhosa. E enlaçada pelos seus fortes braços num suave abraço - dormimos.(sonmarry)
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